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Hipotermia Terapêutica Neuroprotetora reduz a mortalidade e as sequelas neurológicas em bebês que sofreram asfixia na hora do parto

Ele é referência internacional em asfixia perinatal e na utilização da Hipotermia Terapêutica como um dos mais principais tratamentos para evitar sequelas neurológicas em recém-nascidos que sofrem com alguém problema na hora do parto.

 Profundo conhecedor e pioneiro na implantação do monitoramento cerebral e da hipotermia na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Dr. Maurício Magalhães conversou com o Blog da PBSF e explicou tudo sobre esse método que salva vidas e melhora a qualidade de vida dos bebês e de seus familiares.

 Dr. Maurício é Diretor Científico da PBSF, tendo acompanhado o processo de criação da empresa; professor assistente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e Médico Assistente do Serviço de Neonatologia do Hospital Israelita Albert Einstein. Especializado em Neonatologia e Pesquisa em Neurointensivismo Neonatal.  Confira a entrevista: 

  1. O que é asfixia perinatal?

A Asfixia Perinatal é a falta de oxigênio para o feto ou o recém-nascido próximo ao nascimento. Esta falta de oxigênio para os tecidos leva à uma diminuição da produção de energia com morte celular de vários órgãos, principalmente o cérebro, causando morte ou sequelas definitivas.

  1. Quais são as causas de Asfixia Perinatal?

Um problema agudo no parto, como o descolamento prematuro da placenta; nó verdadeiro de cordão umbilical ou um parto complicado são algumas causas da Asfixia Perinatal.

  1. A asfixia neonatal é, hoje, um problema de saúde pública, mas pouco conhecido pela sociedade ou debatido pela classe médica. Quais são os números de casos?

Cerca de 1 a 2 crianças de cada mil bebês nascidos vivos no Brasil sofrem asfixia com lesão cerebral, o que chamamos de encefalopatia hipóxico-isquêmica. Ou seja 0,7 a 2 bebês nascem por hora com este problema. A doença é uma das principais causas de morte (23% da mortalidade) e de lesão cerebral permanente em recém-nascidos no Brasil e no mundo.

  1. Por que não é um problema muito conhecido pela sociedade?

Em geral, como tem causa abrupta e, na maioria das vezes inesperada, é vista como um evento único e catastrófico.

  1. Em outros países, a asfixia já é tratada de forma diferenciada? De que forma?

É uma das principais causas de morte no período neonatal, sendo assim, em países desenvolvidos as estatísticas são precisas e as ações de melhoria no tratamento destas crianças são feitas por orientação governamental e para todos, sem distinção. Na Inglaterra, por exemplo, foi implantada a “Hipotermia Terapêutica” em todo país, assim que houve a comprovação de sua eficácia na diminuição da mortalidade e de sequelas neurológicas.

  1. E o que é Hipotermia Terapêutica, tratamento no qual o senhor tornou-se uma referência?

Hipotermia Terapêutica consiste na redução da temperatura corpórea do recém-nascido em cerca de 3 graus, a criança fica com a temperatura entre 33 e 34 graus, durante o período de 72 horas após o nascimento. E ao final deste período, inicia-se o reaquecimento lentamente até a temperatura normal de 36,5 graus. O resfriamento deve ser iniciado nas primeiras 6 horas de vida para a obtenção de resultados favoráveis. Este procedimento diminui a lesão e morte dos neurônios, diminuindo assim a mortalidade e as chances de sequelas neurológicas. 

  1. Quando o sr. percebeu a necessidade de trabalhar e reforçar a importância desse tema no Brasil?

Até 2009 quando ocorria um nascimento de uma criança com asfixia, ela era tratada em terapia intensiva e ia para casa, muitas vezes, com sequelas neurológicas graves. Imagine você dar alta, entregando para uma família uma criança cujo pré-natal tinha ocorrido sem nenhum problema? Imagina a carga emocional dessa tragédia, com repercussão para a vida toda daquela criança, para a família e para a sociedade. Foi neste momento que, estudando trabalhos publicados com hipotermia terapêutica neuroprotetora, uni o conhecimento com as necessidades que tínhamos de fazer algo a mais pelos nossos pacientes.

  1. Cientes da gravidade e das consequências da asfixia, como a classe médica que atua na área de Neonatologia pode contribuir para amenizar o problema?

Os pediatras e neonatologistas podem dar este tratamento – a hipotermia terapêutica – que é comprovadamente eficaz desde 2012. Estudos de metanálise (técnica estatística especialmente desenvolvida para integrar os resultados de dois ou mais estudos independentes) foram publicados. Além disso, implantamos no Brasil, por meio da criação da empresa PBSF (Protecting Brains & Saving Futures – Protegendo Cérebros, Salvando Futuros), a metodologia de monitorização cerebral em tempo real, que permite que a intervenção das equipes imediatamente, quando existe a possibilidade de lesão cerebral, evitando assim, sequelas neurológicas no futuro. A tecnologia da PBSF é implantada nas UTI’s Neonatais dos hospitais, fazendo o monitoramento cerebral dos bebês considerados de risco e que precisam ficar em UTI Neonatal após o nascimento.

  1. O senhor faz parte da PBSF? Como ela atua? 

A PBSF oferece aos hospitais e maternidades, o conceito de UTI Neonatal Neurológica. Por meio do uso de um modelo avançado de telemedicina e com auxílio de uma Central de Monitoramento 24h por dia, 365 dias no ano, a equipe de profissionais especializados está, remotamente, sempre disponível para atendimento ao recém-nascido. O médico à beira do leito pode contar com essa assistência remota para discutir, a qualquer momento, protocolos aplicados aos pacientes. Eu sou Diretor Científico da PBSF.

  1. E a sociedade? O que as mães e familiares podem fazer já que a asfixia perinatal não pode ser evitada ou prevenida?

A sociedade pode exigir este tratamento, ou seja, a Hipotermia Terapêutica Neuroprotetora, que é comprovado que diminui a mortalidade e as sequelas para as crianças que sofreram a asfixia. A hipotermia precisa ser iniciada em até 6 horas de vida da criança. A monitorização cerebral também é fundamental, mas atualmente, nem todos os hospitais e maternidades contam com essa tecnologia. A meta da PBSF é alcançar o maior número de pacientes e hospitais em todo o país e até mesmo no exterior, sendo a maior rede de monitoramento cerebral e neuroproteção neonatal do mundo. Também visamos estreitar relacionamento com as Secretarias e Ministério da Saúde para estender os benefícios para o SUS e grandes hospitais públicos.

  1. A UTI Neonatal da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo foi pioneira na implantação da tecnologia do monitoramento cerebral de recém-nascidos. Conte mais sobre esse começo da história da PBSF.

Este projeto pioneiro e premiado no mundo todo foi iniciado em 2013 na UTI neonatal da Santa Casa de São Paulo por mim e pelo Dr. Gabriel Variane, fundador da empresa. Como explicamos acima, a tecnologia monitora, em tempo real, a função cerebral das crianças com alguma possibilidade de lesão cerebral. Quando detectada alterações, o médico pode agir imediatamente. Além disso, uma equipe altamente especializada acompanha a monitorização, na Central de Vigilância da PBSF, que está localizada em São Paulo (capital) e funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, dando suporte para o médico que está de plantão a beira do leito em qualquer lugar do país.

  1. Como esses bebês eram atendidos antes da implantação desse monitoramento feito pela equipe de neonatologistas da PBSF e como ainda são atendidos nos hospitais que ainda não contam com essa tecnologia?

Em todos os hospitais são monitorados, rotineiramente, a frequência cardíaca, a saturação de oxigênio, a pressão arterial e a respiração. Mas e o cérebro? Não sabemos o que está acontecendo com a oxigenação e a perfusão sanguínea. Hoje, com a neuromonitorização podemos ver, continuamente, o que está acontecendo e tomar medidas para ajustar, se algum distúrbio ocorrer. Os hospitais que não contam com esta neuromonitorização não tem esta visualização em tempo real e terão conhecimento de alguma lesão somente algum tempo depois, quando for realizada uma ultrassonografia cerebral ou uma ressonância magnética, que mostrará a lesão já instalada. 

  1. Quais as conquistas e evoluções já alcançadas no debate sobre a asfixia em meio aos especialistas e também junto à sociedade?

As conquistas são a importância urgente de promover tratamentos neuroprotetoras e neuromonitorização para os pacientes de risco para lesão cerebral.

  1. Não apenas como chefe da UTI Neonatal da Santa Casa, mas como um influenciador, uma referência sobre o assunto, que projetos tem tocado, que ações tem desenvolvido?

Temos mostrado nossa experiência no assunto “Hipotermia Terapêutica reduz sequelas neurológicas” para todo o país, ensinando como fazer, levando esse conhecimento para congressos nacionais e internacionais e fazendo publicações científicas.  Estamos sensibilizando a todos sobre as chances que temos de diminuir as mortes e as sequelas neurológicas, mudando para melhor a vida de muitas crianças, das famílias e da sociedade.

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