Informações para a Família

A seção Família deste site foi projetada com o intuito de esclarecer o que as famílias tem dúvidas. É difícil saber que perguntas você pode ter, e cada bebê é diferente, por isso é importante fazer muitas perguntas aos médicos e enfermeiras ao seu redor. Esperamos que sejam úteis para você.

O que é UTI Neonatal Neurológica ?

A Neonatologia é uma especialidade em amplo crescimento nos últimos anos, com o avanço do conhecimento e o surgimento de novas técnicas, recém nascidos que muitas vezes evoluíam a óbito sobrevivem, porém alguns com sequelas neurológicas graves.

O modelo de UTI Neonatal Neurológica da PBSF tem como proposta a inovação; a qualidade em assistência; a segurança diagnóstica; o respeito ao ser humano; e a busca da qualidade de vida do recém-nascido de alto risco.

Baseado nas metodologias dos melhores centros mundiais, com adaptações para o nosso meio, a PBSF implanta as mais avançadas metodologias para avaliação neurológica, em tempo real, visando diagnóstico precoce e neuroproteção.

Ao implantar um ambiente capaz de promover cuidado mais fino e detalhado ao recém-nascido com alto risco de injúria cerebral, a empresa visa reduzir, de forma significativa, o número de bebês que evoluirão com sequelas neurológicas e, portanto, aumentar a qualidade de vida dos pacientes.

Como saber se o seu bebê tem indicação de participar de uma UTI neonatal neurológica ?

 Não são todos os recém nascidos encaminhados a UTI neonatal que precisam de um acompanhamento neurológico mais detalhado. O Neonatologista que está acompanhando seu bebê irá indicar a necessidade deste monitoramento, dentre os casos mais comuns encontram-se os  recém nascidos que apresentam: 

  • crise convulsiva suspeita ou prévia
  • asfixia perinatal
  • prematuridade extrema
  • pós-operatório de cirurgia cardíaca complexa
  • paciente com grave instabilidade hemodinâmica ou ventilatória
  • paciente com sepse grave associada meningite sintomática ou outras infecções do sistema nervoso central
  • paciente com malformação cerebral

 Como funciona a monitorização com aEEG e NIRS ?

A partir do momento em que seu recém nascido estiver em uma UTI neonatal neurológica ele irá ser monitorizado com diversos dispositivos dentre eles o NIRS ( Near Infrared Spectroscopy ) e o  Eletroencefalograma de Amplitude Integrada (aEEG) 

Eletroencefalograma de Amplitude Integrada (aEEG)

 Método de Monitorização Cerebral Contínua à beira do leito, em tempo real, e de caráter não invasivo. Alguns fios são colocados na cabeça do recém nascido para avaliar a função cerebral, podendo detectar crises convulsivas e alterações nos padrões de atividade cerebral. Geralmente permanecem por mais de 24h monitorizando a atividade elétrica do cérebro desses recém nascidos. Essa monitorização oferece diversos dados importantes para a condução dos casos pela equipe multidisciplinar

 Near Infrared Spectroscopy (NIRS)

 Um pequeno sensor, similar a um oxímetro,  na região cefálica do recém-nascido nos fornece grandes informações. O NIRS nos ajuda com a avaliação da hemodinâmica cerebral , avaliando o fluxo sanguíneo e a oxigenação do cerebro. Oferecendo também dados para auxiliar o Neonatologista na tomada de decisões e relação com prognóstico neurológico.

 

ASFIXIA PERINATAL

A Asfixia Perinatal/ hipóxia-isquemia é a falta de oxigênio e / ou fluxo sanguíneo que chega ao bebê pela placenta durante o parto. Às vezes, isso também é conhecido como hipóxia ou asfixia perinatal. Esta condição pode afetar todos os órgãos do bebê: pulmões, fígado, coração, rins e, principalmente, o cérebro. Após a reanimação na sala de parto, seu bebê pode apresentar sintomas como: estar hiper-alerta, irritável, revirar os olhos ou ter movimentos anormais (convulsões); ou pode ter um nível de consciência reduzido: juntos, esses sintomas são conhecidos como encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI).

Nem sempre é possível saber o que causa EHI, mas sabemos que a falta de oxigênio para o bebê pode levar a lesões cerebrais. Esta lesão pode ser leve, moderada ou grave e alguns bebês podem não sobreviver. Muitos sobrevivem, mas alguns podem desenvolver deficiências, novamente que podem ser leves, moderadas ou graves, enquanto outros se recuperam totalmente

 

Opções de Tratamento

As opções de tratamento variam de acordo com os sintomas que seu bebê pode apresentar. Os médicos classificarão a doença do seu bebê usando as seguintes três categorias: EHI leve, moderado ou grave, porque isso determinará o tratamento que eles recomendam para o seu bebê.

A maioria dos bebês com EHI leve se recupera rápida e na maioria das vezes totalmente. Se um bebê tiver HIE leve, os médicos irão monitorar o bebê para garantir que ele não precise de nenhum tratamento adicional após a falta inicial de oxigênio. Se um bebê for diagnosticado com EHI moderado a grave, provavelmente será encaminhado para uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) para receber cuidados intensivos, incluindo um tratamento conhecido como hipotermia leve ou resfriamento. Isso ocorre quando a temperatura de um bebê é reduzida para 33,5 graus Celsius (92 graus Fahrenheit), em relação à temperatura normal de 37 graus Celsius (98,6 graus Fahrenheit). Até recentemente, não havia nenhum tratamento específico para EHI além do suporte de terapia intensiva. Contudo, se um bebê for encaminhado para resfriamento, ele precisará ser tratado em um hospital que tenha uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e resfriamento adequado e equipe altamente especializada.

10th McGill Neonatal Conference

UTI neonatal e tratamento intensivo

A falta de oxigênio durante o processo de parto pode afetar todos os órgãos do bebê; vários tratamentos de suporte podem ser necessários.

A pressão arterial de seu bebê pode estar baixa e os médicos podem prescrever medicamentos (inotrópicos) para aumentá-la. Para garantir que o seu bebê não esteja sofrendo, podem ser administrados analgésicos e sedativos. O monitoramento cuidadoso inclui exames de sangue regulares, irá garantir que o melhor tratamento seja administrado.

As convulsões costumam ocorrer em bebês que sofreram de EHI. Às vezes, ao observar seu bebê, a equipe médica e de enfermagem pode detectar uma convulsão, outras vezes pode ser difícil de ver; os médicos, portanto, monitoram a atividade cerebral do bebê usando uma máquina chamada ‘Monitor de Função Cerebral’, o aEEG (eletroencefalograma de amplitude integrada), que pode detectar essas convulsões. Se seu bebê está tendo convulsões, ele pode ser tratado com medicamentos. As convulsões associadas ao EHI geralmente desaparecem após 3 ou 4 dias, no entanto, seu bebê pode permanecer com a medicação por algum tempo depois.

Além do acima exposto, seu bebê pode precisar de ajuda extra para respirar, usará respirador que fornece oxigênio e pressão aos pulmões por meio de um tubo que passa pela boca ou nariz. Para bebês que precisam de um pouco de ajuda com a respiração, mas não requerem um ventilador, um tipo diferente de ventilação chamada Pressão Positiva Contínua (CPAP) pode ser usada. O CPAP ajuda os bebês a respirar pelo ar que flui através de dois tubos finos ou máscara colocada nas narinas. Isso aumenta ligeiramente a pressão nos pulmões e ajuda a manter os pulmões inflados.

Cateteres vasculares serão necessários para administrar medicamentos e soro ao paciente.

Central de Vigilância de Inteligência PBSF

O que é tratamento com Hipotermia ou Resfriamento?

Se for identificado que um bebê precisa de tratamento de resfriamento, o processo de resfriamento será iniciado o mais rápido possível e o melhor que comece antes de 6h de vida. Isso pode ser feito despindo o bebê e usando outras medidas simples, como bolsa de gelo conhecido como resfriamento passivo. A temperatura e a condição do bebê serão monitoradas de perto durante todo esse tempo. Embora todos os hospitais possam iniciar o resfriamento de um bebê, se seu bebê ainda não estiver em uma UTIN, será necessário transferi-lo, pois os cuidados contínuos precisam ser fornecidos em um centro especializado. Durante o transporte ou na chegada à UTIN, o bebê será colocado em um colchão especial de resfriamento; isso é conhecido como resfriamento ativo. Este tratamento será adicionado ao suporte de terapia intensiva padrão de que a criança pode precisar.

Quando é feito o resfriamento, sua temperatura corporal é reduzida de 37 graus Celsius (98,6 graus Fahrenheit) para 33,5 graus Celsius (92 graus Fahrenheit). O colchão é preenchido com líquido que pode ser resfriado ou aquecido de acordo com as necessidades do bebê. A temperatura do bebê será monitorada de perto para garantir que permaneça na temperatura alvo de 33,5 graus Celsius (92 graus Fahrenheit). A temperatura do seu bebê geralmente será mantida no nível ideal por 72 horas (3 dias) antes que ocorra o processo de reaquecimento gradual.

A equipe que cuida do seu bebê tomará medidas para garantir que ele esteja confortável. Isso pode incluir a redução dos níveis de luz e som ao redor do bebê ou a administração de analgésicos, se for necessário.

Durante o tratamento de resfriamento, seu bebê:

  • Ter sua temperatura monitorada continuamente
  • Monitorar a frequência cardíaca e a pressão arterial
  • Receba fluidos intravenosos (através de uma veia) até que sejam reaquecidos
  • Faça exames de sangue padrão

Durante o tratamento de resfriamento, seu bebê pode:

  • Ter sua atividade cerebral monitorada usando um Monitor de Função Cerebral (aEEG)
  • Ter a oxigenação cerebral controlada por um equipamento de nome NIRS (Espectroscopia de Infra Vermelho Proximal)
  • Receber remédios para dor, convulsões e para manter a pressão arterial
  • Ter mais amostras de sangue colhidas para outros exames laboratoriais
  • Precisa ser apoiado em uma máquina de respiração
  • Faça uma ressonância magnética (MRI)
Bebês da UTI do Grupo São Cristóvão Saúde ganham monitoramento cerebral

Há efeito colateral?

A equipe médica responsável pelos cuidados do seu bebê poderá conversar com você sobre os possíveis efeitos colaterais relacionados ao tratamento de resfriamento. O resfriamento pode ocasionalmente causar problemas como o ritmo cardíaco e alterar a quantidade de plaquetas e testes de coagulação. Outro possível efeito colateral do resfriamento é a necrose gordurosa subcutânea esta é uma condição rara da pele que pode surgir na época do processo de de resfriamento e pode elevar os níveis de cálcio Se o seu bebê desenvolver esta condição, é provável que ele seja monitorado regularmente até que a condição melhore.

Os médicos e enfermeiras que cuidam do seu bebê estão cientes dos possíveis efeitos colaterais e estarão monitorando de perto. Você também deve estar ciente de que o EHI é uma doença grave e muitas dessas complicações podem ocorrer mesmo sem resfriamento.

equipe de especialista pediatras neonatologistas PBSF

Testes e procedimentos

Para permitir que médicos e enfermeiras obtenham mais informações, seu bebê pode ser submetido a várias investigações. Os profissionais médicos decidirão quais investigações são mais úteis. Algumas das investigações adicionais podem incluir:

aEEG

Este é um monitor especial (aEEG) que registra a atividade cerebral. Vários fios finos (eletrodos) serão colocados na pele da cabeça do bebê ou logo abaixo dela. Esses eletrodos não enviam eletricidade para a cabeça do bebê; eles gravam a atividade no cérebro. Isso permitirá que a equipe médica monitore as ondas elétricas do cérebro e veja como ele está respondendo ao tratamento e a qualquer medicamento que tenha recebido, isso pode ser feito ao berço ou incubadora.

NIRS

A espectroscopia de Infra vermelho proximal fornece dados valiosos e em tempo real sobre a oxigenação e a perfusão sanguínea cerebral.

US de cérebro

Os médicos examinarão a estrutura do cérebro através da ‘moleira’ logo acima da testa do bebê. Pode mostrar se houve qualquer sangramento, acidente vascular cerebral ou outros problemas que estão ocasionalmente associados ao EHI.

Ressonância magnética

Essa varredura ajuda a avaliar a extensão de qualquer dano cerebral e fornece informações sobre como o cérebro está amadurecendo. Esta varredura produz imagens detalhadas do cérebro do seu bebê. O tempo para obter essas fotos após o EHI é de cerca de 4 a 12 dias de idade, embora exames anteriores possam ser feitos dependendo da condição do seu bebê. O scanner geralmente fica distante da Unidade Neonatal, provavelmente será necessário transportar seu bebê para o exame até o local, isso pode acontecer mesmo se ele estiver em um respirador. Por se tratar de uma digitalização especializada, requer um especialista para ler e interpretar as imagens, podendo levar alguns dias para obter os resultados; você pode ter deixado o hospital a essa altura e receber os resultados em uma consulta ambulatorial.

Cada uma das investigações a que o seu bebê é submetido, bem como a forma como responde aos tratamentos, são peças fundamentais para uma análise global. Embora nenhuma peça individual conte a história toda, é reunindo todas as informações que a equipe médica e de

enfermagem começará a desenvolver uma imagem melhor do que o futuro do seu bebê pode trazer.

O que posso fazer pelo meu bebê?

É muito importante que você faça parte dos cuidados do seu bebê. Converse com a equipe que cuida do seu bebê sobre tudo o que você pode fazer. Alguns exemplos incluem:

  • Ao visitar seu bebê; sente-se ao lado da cama e converse, leia ou cante para eles. Os bebês gostam de ouvir sua voz.
  • Quando seu bebê está sendo resfriado, você pode segurar a mão ou o pé dele ou tocá-los para que saibam que você está lá.
  • Muitos hospitais permitem que você forneça alguns dos cuidados básicos, como trocar fraldas ou ajudar a amamentar seu bebê com leite.
  • Se você deseja amamentar, primeiro você precisará tirar o leite. A equipe de enfermagem da unidade poderá ajudá-lo com isso. O leite materno será armazenado no banco de leite, em geladeira ou freezer até que o bebê esteja pronto para ser alimentado. É importante que você comece a extrair o leite o mais rápido possível após o parto. Os médicos decidirão quando é seguro dar leite materno ao seu bebê e, inicialmente, ele receberá através de um tubo colocado pelo nariz ou boca que leva ao estômago. Conforme ele se desenvolve, você pode colocá-lo ao peito.
  • Faça quantas perguntas você precisar. É importante que você compreenda o tratamento e o progresso do seu bebê.
  • Certifique-se de cuidar de si mesmo, comparecer a exames pós-natal e falar sobre como você se sente

As enfermeiras vão te ajudar a cuidar tanto quanto possível, mas só estar lá é importante. Da mesma forma, os bebês doentes precisam de muita paz e sossego e alguns hospitais tentam ter alguns ‘momentos de silêncio’ quando nenhum procedimento é realizado e eles não são perturbados.

Quando seu bebê não estiver mais sendo resfriado e mesmo se ele ainda estiver conectado a máquinas e tubos, a equipe médica e de enfermagem pode ajudá-lo a segurar seu bebê. Alguns pais gostam de cuidados canguru. Este é o contato pele a pele com seu bebê, que pode ajudar a construir um vínculo estreito entre você e ele e para as mães pode estimular a amamentação.

Durante esse período difícil, é importante que você se cuide. Certifique-se de que recebe os cuidados pós-natais de que necessita para ficar o mais saudável possível. Ter um bebê em tratamento intensivo ou especial pode ser estressante para as famílias; fale sobre como você está se sentindo. Algumas pessoas têm apoio na família e podem contar tudo o que está acontecendo com o bebê e como se sentem. Outros desejam contar apenas a um número seleto de pessoas sobre como seu bebê está. É importante que você faça o que é certo para você e sua família.

E o futuro?

Esta é uma das perguntas mais importantes que você terá, mas geralmente é uma das perguntas mais difíceis de responder com certeza.

Depois de ir para casa com seu bebê, é provável que você tenha uma consulta para voltar para ver o pediatra ou consultor neonatal para monitorar e discutir o progresso do seu bebê. Alguns bebês com EHI se recuperam totalmente e não apresentam dificuldades de longo prazo, enquanto outros podem desenvolver dificuldades que requerem ajuda e suporte de profissionais de saúde, como fisioterapeutas e fonoaudiólogos. Cada criança é única e os cuidados que recebem serão adaptados às suas necessidades. O número e a frequência das consultas dependerão das necessidades do seu bebê.

Como o EHI é uma condição complexa, pode levar algum tempo para descobrir o futuro e as possíveis necessidades do seu filho. A equipe médica que cuida de seu bebê será capaz de reunir gradualmente os resultados das diferentes investigações que seu bebê foi submetido para dar uma melhor compreensão do que o futuro pode trazer. Isso, junto com informações sobre coisas que você percebe no desenvolvimento de seu bebê em casa, será vital para planejar o futuro.

Uma avaliação do desenvolvimento pode ser realizada ambulatorialmente e uma idade importante para a realização desta avaliação é com 18 meses a 2 anos de idade e, às vezes, antes disso, dependendo dos protocolos da unidade em que seu bebê está sendo atendido. O profissional de saúde realizará algumas atividades com o seu filho pequeno, as quais fornecerão informações sobre seu desenvolvimento físico, motor, sensorial e cognitivo. Esta avaliação pode ajudar a fornecer uma melhor compreensão de como seu filho está se desenvolvendo e pode ajudar a aliviar as preocupações que você possa ter.

Mais tarde, na infância, seu bebê pode ter problemas de aprendizagem, pensamento, fala (problemas cognitivos) e problemas de locomoção ou movimento (às vezes chamada de paralisia cerebral).

O desenvolvimento do seu bebê

O tempo necessário para atingir marcos de desenvolvimento (caminhada, primeira palavra) em bebês e crianças pequenas varia enormemente. Crianças que sofreram complicações médicas no período neonatal podem ter um atraso no desenvolvimento; mas também podem atingir todos os seus marcos no prazo.

Se você tiver dúvidas sobre o desenvolvimento do seu bebê, discuta-as com o profissional de saúde que cuida do seu bebê. O profissional de saúde pode não ter todas as respostas para você, mas eles serão capazes de lhe dizer como ele está progredindo e o que você pode fazer para ajudá-lo. Se houver necessidade de suporte adicional, como fisioterapia, eles podem ajudar a organizar o suporte adequado.

Cuidado paliativo/Luto

Para alguns bebês gravemente afetados com EHI, todos os tratamentos disponíveis ainda podem não ser suficientes para ajudá-los. Os médicos e enfermeiras podem falar com você sobre cuidados paliativos. Este é o cuidado que os bebês e as famílias recebem quando um bebê é reconhecido como tendo uma condição limitante de vida. Os cuidados paliativos têm como objetivo manter o seu bebê confortável e controlar quaisquer sintomas.

A experiência de cada pai é individual e cada circunstância é diferente. Os pais cujo filho morreu disseram que o luto é mais profundo e dura muito mais tempo do que muitas pessoas imaginam. Os pais podem experimentar uma mistura de reações emocionais e físicas após a morte de um bebê, algumas das quais você pode não esperar.

Acompanhamento/Follow-up Clínica PBSF

Clínica PBSF promove um follow-up especializado para crianças de baixo e alto risco, com uma equipe altamente preparada para a realização de um atendimento de excelência. Nossos pequenos merecem o melhor! 
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Hemorragia Cerebral no Prematuro

Uma gestação a termo tem duração de 37 a 42 semanas, sendo que os bebês nascidos antes de 37 semanas são considerados prematuros. A hemorragia peri-intraventricular (HPIV) é uma lesão neurológica que acomete particularmente recém-nascidos prematuros, pois estes possuem uma região no cérebro, a matriz germinativa sub ependimária, que é um tecido imaturo do sistema nervoso central ricamente vascularizado, porém estes vasos são de finas paredes, estando sujeitos à lesão por alterações no fluxo sanguíneo cerebral.

 Os bebês com maior risco de HPIV são os menores de 34 semanas de gestação e peso menos de 1500 gramas ao nascimento. A incidência de HPIV é inversamente proporcional ao peso e a idade gestacional do bebê ao nascimento, isto é, quanto menor a idade gestacional e menor o peso maior o risco de HPIV, em 90% dos bebês ela ocorre até o terceiro dia de vida.

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Diagnóstico e Classificação

A HPIV é um achado de exame na ultrassonografia de cérebro dos prematuros que é realizado de rotina inicialmente logo após o terceiro dia de vida. Quando sintomáticos, os pacientes com HPIV podem apresentar piora clínica neurológica, respiratória, apneia, abaulamento de fontanela e hipoatividade. Fatores de risco antenatais: idade gestacional menor que 32 semanas, ausência de uso de corticoesteroides antenatais, hemorragia materna antenatal, corioamnionite (infecção intrauterina) e parto vaginal. Fatores de risco pós natais: peso menor que 1500 gramas, sepse precoce, hipoxemia, síndrome do desconforto respiratório, ventilação pulmonar mecânica, asfixia perinatal, convulsões, alterações do sistema de coagulação, entre outros.

A classificação utilizada atualmente baseia-se nas imagens de ultrassom de cérebro realizado por radiologistas treinados, podendo ser realizada também por imagens de tomografia computadorizada ou ressonância magnética: Grau I – hemorragia na matriz germinativa, Grau II – hemorragia intraventricular sem dilatação dos ventrículos, Grau III – hemorragia intraventricular com dilatação dos ventrículos Grau IV – hemorragia com hematoma intra parenquimatoso.

Acompanhamento e Tratamento

A investigação e acompanhamento da HPIV é realizada pelo ultrassom de cérebro, e este por ser um exame minimamente invasivo, sem uso de radiação, pode ser repetido periodicamente para observar a progressão ou regressão da HPIV.

Nos prematuros, felizmente, as hemorragias grau I e II são as mais comuns e no geral são de conduta conservadora pois não levam a grandes complicações ou sequelas. Já as hemorragias de grau III e IV podem levar a danos crônicos ao sistema nervoso central.

As HPIV são de conduta conservadora, porém as grau III e IV podem levar a hidrocefalia (aumento da quantidade de líquor – líquido do sistema nervoso central) e consequentemente ao aumento do perímetro cefálico (circunferência da cabeça) do bebê e nestes casos, pode haver necessidade de intervenção neurocirúrgica. As sequelas futuras da HPIV não podem ser afirmadas no período neonatal, devemos lembrar que o cérebro do bebê ainda está em formação e que os ganhos e perdas de funções ainda não são fixos nessa idade.

Prevenção

Uso do corticóide antenatal que ajuda amadurecer os pulmões, também tem efeito no amadurecimento da matriz germinativa dimunuindo a incidência da HIPV, bem como os protocolos de maninupulação mínima nas primeiras 72h de vida.

Atuação dos Pais

O papel dos pais é de imensa importância, como para qualquer bebê, seja ele nascido a termo ou não. O nascimento de um bebê prematuro não é algo planejado, mas os avanços nos cuidados estão permitindo que esses bebês sejam tratados e tenham chance de sobreviver. A presença dos pais ao lado do leito é importante, escutar a voz dos pais, o toque, sentir o amor e carinho direcionados a eles faz parte da terapia desses pequenos.

                Uma vez que o bebê prematuro esteja estável e em condições clínicas, ele deve ir para o colo dos pais. A realização do método canguru (posicionamento do bebê no colo dos pais, em contato pele a pele) ajuda a manter o vínculo entre o bebê e os pais, proporcionando liberação hormonal e de feromônios de ambos os lados. Estudos mostram até redução do tempo de internação em pacientes que realizaram esse método.

                O aleitamento materno muitas vezes não pode ser realizado na sua forma convencional, mesmo porque os bebês prematuros ainda não tem maturidade para mamar e tenham que iniciar a sua nutrição via sonda (tubo que leva o leite direto para o estômago ou intestino do bebê), porém o leite materno é a melhor forma de alimento para todos os bebês, incluindo os prematurinhos, pois tem substâncias que ajudam na maturação e desenvolvimento cerebral.

Alguns hospitais contam com os bancos de leite humano, que fornecem leite de doadoras que são captados e pasteurizados, com a finalidade de serem ofertados para os recém-nascidos. Porém não há leite melhor do que o leite da própria mãe, logo é de extrema necessidade que as mães dos bebês prematuros também compareçam aos bancos de leite. Lá as mães são orientadas a como realizar a ordenha e armazenamento do leite, para que ele seja ofertado ao seu filho, permitindo assim que ele tenha acesso aos seus anticorpos e também para garantir que a produção de leite seja estimulada e o aleitamento possa ser mantido após a alta do prematuro.

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Convulsões no Recém-nascido

O que é: Também chamada de crise epiléptica, a convulsão é uma espécie de falha elétrica cerebral que, quando ocorre, sobrecarrega uma região mais suscetível do cérebro. As convulsões no período neonatal são muito mais comuns do que se imagina.

Causas: Elas ocorrem, na maioria das vezes, por um evento agudo no cérebro gerado mais frequentemente por falta de oxigênio ou por sangramento, mas podem ter também outras causas, como infecções, síndromes genéticas, cardiopatias congênitas, outras malformações e distúrbios do metabolismo.

Características no recém-nascido

O cérebro do recém-nascido ainda é imaturo, e por isso é mais suscetível às crises convulsivas que acontecem por uma maior excitação dos neurônios e pela dificuldade em inibir esses estímulos. Essas crises são uma emergência médica, pois refletem uma condição neurológica grave que precisa ser tratada o mais rápido possível para evitar sequelas futuras. A investigação da causa das crises deve incluir análise clínica e, quando necessário, coleta de exames.

A grande dificuldade na investigação é que 80% das crises convulsivas em recém-nascidos são subclínicas, ou seja, não apresentam sinais visíveis como os tremores e hipertonias que costumamos ver em crianças maiores e em adultos

Como detectar

Os bebês podem não aparentar nenhuma alteração no exame físico e na observação clínica e, mesmo assim, estarem convulsionando. Por isso, casos considerados de risco para lesão cerebral aguda e, consequentemente, para convulsão devem ser monitorizados de forma contínua com vídeo-eletroencefalograma convencional ou vídeo-aEEG (EEG de amplitude integrada) por pelo menos 24 horas

Tratamento

Quando a crise convulsiva é confirmada pela monitorização, o tratamento medicamentoso deve ser iniciado imediatamente. Após o início da medicação, a monitorização deve continuar para avaliar se as crises realmente cessaram, pois existem casos em que acontece o fenômeno de dissociação eletroclínica, que é quando a manifestação clínica das convulsões desaparece, o bebê não tem movimentos convulsivos, porém as crises eletrográficas (detectadas no aEEG) continuam.

Mas, se a crise eletrográfica não gera nenhuma alteração que pode ser vista no bebê naquele momento, ela precisa mesmo ser tratada? Sim! Mesmo que a gente não consiga ver que o recém-nascido está convulsionando, essas crises causam sequelas futuras no neurodesenvolvimento. Hoje já são claras as evidências de que o tratamento correto dessas convulsões subclínicas gera um melhor desenvolvimento neurológico.

A monitorização não é importante apenas para diagnosticar crises convulsivas subclínicas, mas também para confirmar ou excluir a suspeita de convulsão quando o bebê apresenta sinais visíveis. Isso mesmo: mesmo quando o paciente apresenta tremores e movimentos repetitivos, na grande maioria das vezes não são convulsões. Sendo assim, muitas das suspeitas de crises que são medicadas após somente a observação, na verdade, não deveriam ser medicadas. É importante lembrar que as medicações também possuem efeitos adversos e que, quando usadas sem necessidade, podem causar lesões neurológicas, em vez de preveni-las.

informações para a família

Como os pais podem ajudar:

Observar movimentos anormais no bebê e em qualquer dúvida consultar médicos especialistas como o pediatra e o neuropediatra, e assim se necessário solicitarão a neuromonitorização com o eletroencefalograma de amplitude integrada (aEEG) ou o eletroencefalograma (EEG) para procederem com o tratamento adequado.

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Meningite Neonatal

O que é ?: É a doença que se caracteriza pela ocorrência de processo infeccioso nas meninges (membranas que recobrem o cérebro e medula espinhal), ocorrendo entre o nascimento e o 28º dia de vida.

O que causa meningite?: Esta infecção é causada por vírus ou principalmente, no período neonatal por bactérias da corrente sanguínea. A infecção é normalmente causada por bactérias adquiridas no canal do parto, mais comumente estreptococos do grupo B, Escherichia coli e Listeria monocytogenes.
A meningite bacteriana é mais comum no primeiro mês de vida do que em qualquer outro período, pode resultar em poucas ou nenhuma sequela, ou apresentar consequências devastadoras.

informações para a família

É mais comum em recém-nascidos com:

• Baixo peso ao nascimento (<2500g);
• Prematuros (<37 semanas de idade gestacional);
• Nascidos em ambiente inadequado com potencial para infecção;
• História de rotura de bolsa amniótica muito tempo antes do parto;
• História materna de infecção no momento do parto;
• Quadro de hipoxemia (falta de oxigênio) no momento do parto;
• Dentre outros.

informações para a família

Quais são os sintomas ?

O recém-nascido pode não ter sintomas ou apresentar sintomas inespecíficos como alterações de temperatura (hiper ou hipotermia), vômitos, respiração rápida e com esforço, apneias (pausa respiratória). Nem sempre sintomas neurológicos estão presentes, mas os bebês podem apresentar irritabilidade, redução da atividade espontânea, tônus diminuído (fraqueza muscular), e até mesmo crises convulsivas.

 

informações para a família

Como é confirmado o diagnóstico?

Para confirmar o diagnóstico o médico precisa avaliar resultados de exames de sangue e do líquor, que é o líquido que está em contato com as meninges e pode ser coletado dos recém-nascidos.

informações para a família

O tratamento:

É realizado em uma unidade de terapia intensiva neonatal e consiste na administração de antibióticos, podendo durar entre 14-21 dias dependendo do agente causador e do quadro clínico do recém-nascido.
Durante o quadro infeccioso, como esses pacientes apresentam maior risco para desenvolver crises convulsivas, a monitorização do cérebro em tempo real com eletroencefalograma de amplitude integrada (aEEG) auxilia o pediatra na monitorização das funções cerebrais e possíveis crises convulsivas que são frequentes, e permite que, quando estas estiverem presentes, o tratamento precoce seja instituído, reduzindo assim a chance de sequelas neurológicas que esta complicação pode causar.
Ao término do tratamento, comumente são realizados exames de imagem do cérebro (ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética) destes recém-nascidos para avaliar se há algum sinal sugestivo de complicação ou sequela.

informações para a família

E o futuro destes bebês:

A longo prazo esses bebês devem ter sua audição, visão e desenvolvimento neurológico monitorizados, pois podem estar sujeitos a déficits auditivos e visuais, atraso no neurodesenvolvimento e até paralisia cerebral. O acompanhamento pediátrico deve ser realizado de forma adequada, e caso os pais notem qualquer sinal de atraso no desenvolvimento ou quadro sugestivo de alteração visual ou auditiva, devem leva-lo ao pediatra para que este bebê seja melhor avaliado.

informações para a família

O que os pais podem fazer:

Caso o bebê desenvolva alguma complicação, suporte especializado e auxilio dos pais podem potencializar o desenvolvimento e promover redução de sequelas. Devem ficar sempre atento aos sintomas do bebê e procurar atendimento médico em caso de dúvidas. Se o bebê estiver internado em tratamento da meningite é muito importante o acompanhamento dos pais, o cuidado com o bebê e manter o aleitamento materno que apresenta fatores de imunidade ajudando minimizar a doença.

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Marcos do Desenvolvimento Neurológico do Bebê até 1 ano de idade

O neurodesenvolvimento nada mais é do que o desenvolvimento do sistema nervoso, o que inclui parte motora, sensorial, comunicação, linguagem, comportamentos e emoções.

  • Você sabe identificar se o desenvolvimento do seu filho está dentro do esperado?

Todos os bebês devem alcançar marcos ao se desenvolver conforme o esperado para cada idade.

A avaliação do desenvolvimento neurológico adequado deve ser parte do exame físico dos bebês durante a avaliação do pediatra nas consultas de rotina, mas você deve estar atento e pode avisar o pediatra se encontrar algum atraso.

Abaixo vamos listar alguns marcos importantes que devem ocorrer próximo a idade indicada no primeiro ano de vida, porém, é importante lembrar que cada atraso deve ser individualizado e avaliado pelo pediatra para o encaminhamento ao neurologista se for necessário.

Atrasos no desenvolvimento neurológico podem estar relacionados a idade gestacional de nascimento, por exemplo no caso de bebês prematuro, onde as aquisições serão mais tardias.

É importante lembrar que esses marcos não são definidos com exatidão conforme os meses mudam, podendo ser avaliados em uma faixa de tempo quando a maioria dos bebês apresenta cada um deles, e uma minoria apresenta antes ou depois disso, não necessariamente tem doença envolvida.

Portanto, se seu filho fez algum marco antes ou depois do esperado, pode ser que não haja algo de errado, vale uma avaliação individualizada com seu pediatra para entender se há necessidade de uma investigação sobre atraso.

informações para a família
  • Marcos do desenvolvimento neurológico até 1 ano de vida:

1 mês: Vira a cabeça para cima quando deitado, levanta o queixo quando colocado de barriga para baixo, as mãos permanecem com punhos fechados a maior parte do tempo, suga bem, olha para objetos, mas ainda não segue os movimentos deles. Consegue discernir a voz da mãe e se assusta com barulhos altos. Produz alguns sons incompreensíveis além de choros.

2 meses: Consegue levantar o tronco quando colocado de barriga para baixo, tenta sustentar o pescoço sozinho brevemente, os punhos já ficam metade do tempo com as mãos abertas, segura um chocalho se colocado em suas mãos, segura uma mão na outra. Abre a boca quando avista o seio materno ou a mamadeira. Segue alguns objetos grandes e com contrastes, reconhece a mãe. Sorri de volta para você em resposta a um estímulo, é o sorriso social. Faz barulhos mais semelhantes com vogais.

3 meses: Se apoia sobre os braços quando colocado de barriga para baixo, rola para os lados quando deitado. Inspeciona os dedos das mãos, leva as mãos até a boca. Alcança o rosto dos pais, segue objetos que se movem em círculo quando de barriga para cima, procura objetos. Expressa melhor quando não gosta de algo, como por exemplo som alto. Segue pessoas que se movem no mesmo ambiente em que está. Vocalizam mais sons quando estimulados.

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4 meses: Senta-se com apoio no tronco, o pescoço sustenta a cabeça quando puxado pelos braços, rola de barriga para baixo até barriga para cima. Segura firme em roupas, brinca com chocalhos, as mãos permanecem agora predominantemente abertas. Segura brevemente a mamadeira ou o seio materno. Leva objetos a boca, encara os rostos novos por mais tempo do que rostos familiares. Balança o chocalho. Procura alcançar chocalho ou brinquedos. Sorri espontaneamente em resposta a algum som que goste. Para de chorar quando ouve a voz dos pais. Vira a cabeça em direção a alguma voz, para de chorar ao som de voz suave. Gargalha alto, vocaliza sons mesmo quando sozinho.

5 meses: Senta com apoio no quadril, segura um cubo com a mão toda, transfere objeto de mãos para a boca e para a outra mão, segura as mãos juntas. Alcança e segura objetos. Mastiga comidas em consistência de purê. Vira a cabeça para olhar uma colher que cai. Reconhece seu cuidador visualmente. Começa a responder ao chamado pelo nome. Fala “ah-goo”, expressa raiva com sons além de choro.

6 meses: Senta momentaneamente sem apoio segurando com as mãos. Gira o corpo quando colocado de barriga para baixo, segura dois cubos, troca eles de mãos. Alcança objetos com uma mão só. Segura biscoito e morde sozinho, segura uma garrafa com as mãos. Remove pano sobre o rosto, toca o reflexo em um espelho. Estranha desconhecidos, reconhece pessoas familiares. Para momentaneamente quando escuta “não”. Escuta quando um adulto fala e após tenta vocalizar, sorri e vocaliza ao espelho.

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7 meses: Já balança o corpo quando segurado, senta-se sem apoio, coloca os braços ao lado do corpo e balança de um lado para o outro. Recusa excesso de comida. Explora diferentes aspectos de um brinquedo. Encontra objetos parcialmente escondidos. Olha de um objeto aos pais quando quer ajuda para brincar. Olha para o objeto quando o nome dele é dito, já sabendo qual objeto é. Fala uma variedade de silabas.

8 meses: Senta-se sozinho, começa a demonstrar evolução para engatinhar, com os 4 membros flexionados. Consegue segurar uma colher quando demonstrado como faz. Consegue segurar um objeto com ajuda do polegar. Coloca um cubo dentro de um copo. Segura a própria mamadeira ou copo. Consegue pegar com os dedos um pequeno cereal ou feijão. Procura objetos após cair ao chão. Demonstra aos pais quando está triste ou feliz ou chateado. Segue os adultos com o olhar quando param de dar atenção. Responde ao chamado de “venha aqui”, procura a mamãe quando perguntado “onde está a mamãe?”.  Balbucia sons. Já diz “mama”, porém não necessariamente querendo dizer mamãe. Imita sons.

9 meses: Fica em pé sobre apoio das mãos. Começa a engatinhar, se apoia para levantar-se e ficar de pé. Engatinha com os 4 membros estendidos (passo de urso). Agarra objetos com dois dedos e o polegar. Junta duas peças de brinquedo. Morde e mastiga um biscoito. Inspeciona partes de um sino e depois balança o sino após demostrado como se faz. Puxa um barbante se tem um brinquedo ligado a ele, para alcançá-lo. Usa sons para conseguir atenção, apresenta ansiedade quando separado dos cuidadores. Reconhece familiares visualmente. Vira a cabeça em diferentes direções para procurar a origem de algum som que o interesse.

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10 meses: Engatinha bem, circula entre os móveis e se apoia com as mãos. Já fica de pé, andando com as duas mãos apoiadas em um móvel. Solta um objeto. Consegue segurar o dedo indicador para frente e apontar. Toma líquidos de um copo, não somente suga como antes. Descobre um objeto que estiver com algo por cima. Tenta colocar um cubo dentro de um copo, porém pode não conseguir soltar ele lá dentro. Experimenta medo. Olha quando chamado pelo nome. Adora a brincadeira de “achou”. Acena “tchau” de volta a alguém.

11 meses: Anda segurando uma das mãos aos cuidadores, gira o corpo em diferentes direções quando sentado. Fica em pé andando com apenas uma mão apoiada em um móvel. Fica de pé sem apoio por alguns segundos. Joga objetos, brinca de mexer com uma colher. Coopera com os cuidadores quando troca de roupa. Encontra um brinquedo escondido embaixo de um copo. Olha figuras e imagens de um livro. Entrega objetos a um adulto para alguma ação após demonstração, deixando claro que precisa de ajuda. Para o que está fazendo quando orientado com a palavra “não”. Dança com músicas. Fala as primeiras palavras. Vocaliza junto com músicas.

12 meses: Permanece em pé com os braços levantados e as pernas abertas em apoio (oferecendo proteção em caso de queda). Dá passos independentes. Faz rabiscos após demonstração do cuidador. Faz movimento de pinça fino com o polegar para segurar objetos. Segura um giz de cera. Tenta montar uma torre de dois cubos. Ajuda e coopera ao se vestir. Pega alimentos com as mãos para se alimentar. Retira um chapéu da cabeça. Brinca de chocalho com uma colher e copo. Levanta a tampa de uma caixa para procurar brinquedo. Mostra um objeto aos cuidadores para compartilhar a experiencia de interesse. Aponta para conseguir um objeto que quer brincar. Reconhece e diferencia nomes de dois objetos, e olha para o objeto certo quando dito o nome. Usa diversos gestos com vocalização, por exemplo acenos.

E o que você pode fazer para estimular seu bebê a atingir seus marcos do desenvolvimento?

Cada sentido do seu bebê ainda é imaturo ao nascimento e vai se formando com o tempo, e os estímulos certos podem ajudar nesse sucesso.

Você já leu acima os marcos que ocorrem próximo de cada mês de idade dos bebês, então percebeu que algumas brincadeiras e estímulos auxiliam o neurodesenvolvimento.

Abaixo vamos listar algumas maneiras de estimular seu bebê conforme cada etapa do desenvolvimento:

0-3 meses: Estimule a visão colocando objetos coloridos e com luz fraca na linha dos olhos, próximo ao rosto com seu bebê deitado de barriga para cima. Faça o “tummy time”, que nada mais é do que deixar o bebê de barriga para baixo por alguns minutos todos os dias desde os primeiros dias de vida, o que estimula o desenvolvimento de força do pescoço e tronco. Estimule o movimento de rolar deitando-o de lado dando apoio ao corpo por alguns minutos, para que ele comece a entender o movimento e repita quando conseguir. Responda aos sons e choros do seu bebê, faça contato visual enquanto amamenta, seja na mamadeira ou no seio materno, isso é importante tanto para o desenvolvimento cognitivo quando para o vínculo com os cuidadores.

3-6 meses: Permanecendo do lado do bebê durante as brincadeiras, estimule de barriga para baixo com algum brinquedo para que vire e tente pegá-lo.  Segure-o de pé no seu colo para desenvolver força nos membros inferiores, o que ajudará a permanecer de pé sozinho no futuro. Coloque-o sentado com apoio de almofadas em volta e com brinquedos chamativos que ele goste ao lado, para que tente alcançá-los. Coloque musa para tocar e cante junto com a música, mantendo contato visual com o bebê. 

6-9 meses: Quando segurar seu bebê nesta faixa etária, de preferência para que ele esteja de frente para as pessoas e o ambiente. Mantendo os estímulos de barriga para baixo, coloque brinquedos em volta para que tente alcançá-los, se arrastando ou tentando engatinhar. Coloque blocos de empilhar na frente do seu bebê, enquanto ele está sentado, ensinando os tamanhos dos objetos maiores e menores, estimulando também a fala. Brinque com animais imitando seus sons e dizendo seu nome para que ele possa associar a cada um deles, não troque os nomes dos animais pelos sons que eles fazem, para que ele aprenda cada animal corretamente. Por se tratar do início da introdução alimentar, nesta faixa etária é interessante incluir o bebê em todo processo de alimentação, descrevendo a cor do alimento, a temperatura e o sabor. É importante que o bebê tenha controle do tronco e sente-se bem para o início da introdução alimentar.

9-12 meses:  Nesta fase os bebês já apontam para os brinquedos que gostam, imitam expressões faciais e sons, estimule-o a ficar de pé deixando brinquedos em lugares um pouco mais altos do que o chão, como por exemplo em cima de uma cadeira fixa ou sofá. Permaneça sempre ao lado pois esses movimentos podem oferecer risco de queda. Nomeie os objetos, cores, números, letras e partes do corpo, ensine o que é o “sim” e o “não”.  Ensine algumas atividades simples, como por exemplo guardar seus brinquedos.

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Clínica PBSF promove um follow-up especializado para crianças de baixo e alto risco, com uma equipe altamente preparada para a realização de um atendimento de excelência. Nossos pequenos merecem o melhor! 
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